Oceano Clássico

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Para fechar nossa semana fashionista, não poderíamos deixar passar batido um dos desfiles mais esperados da temporada, não é mesmo? Como já é costume, Karl Lagerfeld criou expectativas pelo mundo todo e, sem nenhuma dificuldade, acabou com todas elas da melhor forma possível. Prontas para mergulhar de cabeça em um mar pra lá de clássico?

Chanel, novamente, transformou o espaço do Grand Palais. Dessa vez, o ambiente virou um espetacular fundo do mar-infinito-branco, cheio de conchas, corais, cavalos-marinhos e os mais diversos elementos, adaptados a uma nova versão: deslumbrante.

Karl queria leveza e, com muita classe, o desfile fluiu nas passarelas. Os tecidos dançavam nesse universo marinho, mesmo quando não eram nada fluidos ou leves – grande prova de que os segredos das tramas e tecidos da marca estão super bem guardados. Um trabalho impecável com a matéria-prima que, delicadamente, criava as mais variadas formas. Eram tweeds, sedas, malhas e até mesmo os efeitos plásticos. Todos em harmonia, criando uma enorme e fantástica cartela de texturas.

As cores também dizem muito sobre o conceito. Do branco ao preto, passando pelos nudes, beiges e os mais variados tons pastéis, o fundo do mar jamais seria assustador. Aqui, ele estava, mais do nunca, como um paraíso lúdico de formas e elegância. Sem contar as estampas, que como um suspiro, iluminavam ainda mais essa cartela clássica cheia de conceito Chanel.

Vocês repararam na ausência dos cintos? Dessa vez, Lagerfeld tocou no ponto alto de seu público e, com muito bom gosto, criou uma elegante e sutil faixa de pérolas que, além de extremamente feminina, completava as peças com esse toque extra ao redor da cintura. As exploradoras poderão encontrar esse tesouro nos cabelos, aplicações e botões, além de um toque especial da jóia em um desenho vertical nas costas. Trés Chic!

O universo marinho de Karl mostrou a figura feminina de forma lúdica e poderosa – tudo ao mesmo tempo. As cinturas altas, os tons claros, pregas, babados e até mesmo as transparências fizeram com que, a mulher Chanel fosse a verdadeira Deusa dos Oceanos.

E a beleza? Refrescante. Os cabelos chegaram, novamente, cheios de efeito molhado. Já a make, carrega um pouquinho de cinzas e brancos nos olhos, mas sem exageros. A aparência clean valoriza, mais uma vez, a beleza natural das modelos e já deixa a dica do que realmente ficará na cabeça de todas nós durante um bom tempo.

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